Em Cuba como os cubanos

ta picotado

Maio 9, 2009 · Deixe um comentário

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Em Cuba a Coisa està ativa

Abril 21, 2009 · 1 Comentário

veja mais em
http://coisativa.wordpress.com

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A falta de sensibilidade é pior que a burrice e pior que a falta de criatividade. E quando é tudo isso junto, que vergonha!

Abril 6, 2009 · 1 Comentário

“Mira el playgraund que tenemos para tus hijos. Natal.”
Texto (escrito assim, playgraund) de uma propaganda daí que veio circular por aqui.
E quantos cubanos vão fazer turismo em Natal antes ou depois disso? Aproximadamente 0,37.
Perderam mais uma grande chance de economizar o dinheiro da publicidade.

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Saudade, Regina Duarte e a falta do que fazer…

Abril 6, 2009 · 1 Comentário

Para que serve a tecnologia?
Me pergunto. Para manter nossos vícios. Ou, como alguém já disse, para resolver problemas que antes não existiam. Aqui por exemplo, estou viciada na tv do futuro. Do futuro porque imaginamos que algum dia tv, rádio, computador, telefone, Internet e quem sabe até microondas vão ser todos integrados em um aparelho só. Isso até já deve existir em alguma parte do mundo. Talvez no Japão já exista coisa bem mais moderna. Aqui nas brenhas, por enquanto, ficamos com um laptop comum, processador dual, que quando conectado a uma placa de vídeo usb, ! Diós mio!, é capaz de sintonizar os 4 canais da televisão cubana. O aparato é bizarro: ligada à tal placa de vídeo está uma antena de base piramidal, tipo aquelas de televisão de casa praia, só falta o bombril na ponta. Uma verdadeira gambiarra tecnológica.
A qualidade da imagem é igual a de um vhs estragado, sem possibilidade de melhorar. O som é uma maravilha, sempre que está sincrônico. E quando o Windows não reinicia misteriosamente a emissão é perfeita.
Nada disso nos impede, no entanto, de reavivar e manter o hábito de ver telenovelas. Todas as terças, quintas e sábados nos reunimos (mujeres only) para analisar criticamente (leia-se conversar besteira e morrer de rir) os absurdos de Páginas de la Vida. As amigas latinas já estão quase colando a foto de Edson Celulari na parede. Manoel Carlos em dublagem mexicana apresentado pela Globo internacional e Cubavisión. Muito melhor que o vale a pena ver de novo, e ainda por cima sem intervalos. Se bem que uma novela transmitida 3 vezes por semana vai demorar uns 300 anos para terminar. Mesmo assim já fico imaginando qual será a próxima reprise e torcendo para que não seja Malhação.

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saindo do fornoooo

Janeiro 28, 2009 · 1 Comentário

http://www.youtube.com/watch?v=GYv05vkHy2Y

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Viagens filosóficas pela ilha de Cuba ou: a primeira vez que presenciei um momento histórico.

Janeiro 13, 2009 · 2 Comentários

 

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viva

 

oriente

 

partida

01 de Janeiro de 2009. Santiago de Cuba acordou com um sol bonito de ano novo. Os turistas na rua, tirando fotos e caminhando ao redor do Parque Céspedes, a praça onde seria o Ato pelo 50 aniversário da Revolução Vitoriosa. Os boatos diziam que iam aparecer Raul, Chávez, Lula e até Fidel. Nesta manhã subi e desci ladeiras também tirando fotos e tentando prever se teria jeito de chegar perto, porque o ato era fechado para convidados dos CDRs (comitês em defesa da Revolução). Um super esquema de segurança estava montado. Perguntávamos aos guardas se seria possível assistir de longe e eles nos diziam que não sabiam de nada. Vimos um aparelho que parecia um detector de metais…. Algumas pessoas que circulavam com credenciais eram as únicas que podiam entrar no parque. Compramos o Gramma do dia histórico. Havia um certo clima de festa no ar. Tudo aconteceria às 6h da tarde, com transmissão ao vivo por rádio e tv. Como havia chance de pegar um ônibus às 2h30, decidimos perder o evento para tentar retornar à San António com alguma tranqüilidade. Já estávamos cansadas de quase 10 dias de viagem. Todos que ali estavam iriam tentar voltar no dia 2 e pelo visto realmente não seria possível se aproximar. E foi assim que perdemos de ver ao vivo Chávez, Lula e Fidel, que não foram ao evento, e não vimos Raul, que até hoje eu não sei a cara que tem.

23 de Dezembro de 2008. Terminal “La Coubre”, Havana. Os planos eram passar o Natal em Santa Clara, com uma amiga cubana e sua família, e depois seguir viagem até chegar em Santiago, onde passaríamos o ano novo e quem sabe veríamos algo do aniversário da Revolução. Na verdade o principal motivo era rever Virgem, nossa amiga Santiagueira, e sua família e tomar o melhor café do mundo, que é o que ela faz. Depois de 2h numa fila de lista de espera, percebemos que seria impossível pegar o ônibus. Resolvemos ir de máquina até Matanzas e daí arranjar algum transporte até Santa Clara. Chegamos em Matanzas às 5h da tarde e tivemos que esperar até às 10h da noite, hora em que íamos tentar pegar o trem para seguir viagem. Aí eu já estava desconfiando que ia passar mais tempo tentando me deslocar de um lugar para outro do que passeando nos lugares. Paciência. Algum sentido deveria haver nisso. Nem que fosse só para testar até onde agüentaríamos. Viajar por Cuba não é difícil, mas é sofrido. Muitos períodos de espera e muitos percursos demorados, seja pelas estradas ruins, seja pela pouca velocidade do trem, do caminhão, do bici-táxi. E haja conversa com o próprio pensamento. Os segundos passando lentamente. Encontramos um estudante cubano que nos ajudou a embarcar como clandestinas. De outra maneira não teríamos conseguido viajar ainda aquela noite. A desculpa para o funcionário do trem é que éramos todos estudantes e íamos a um congresso no dia 24 em Santa Clara. Absurdo ou não, ouvimos o maior sermão do funcionário, pagamos dobrado e ainda assim saiu baratíssimo, e viajamos em pé no pequeno espaço que há entre um vagão e outro. 3h de frio, cheiro de banheiro sujo e um barulho horrível dos vagões se chocando de vez em quando. Chegamos em Santa Clara às 2h da madrugada. Encontramos um lugarzinho no terminal para esperar o dia clarear. Tentei inutilmente controlar o meu sono. Depois de uns cochilos seguimos de bicitáxi até a casa dos nossos amigos. Foi chegar, conversar, comer, tomar banho e dormir outra vez.

O Natal foi tão simples quanto perfeito. A família era o pai, a mãe e as duas irmãs. Todos, inclusive eu, com a roupa mesmo que passamos o dia comemos, brindamos e rimos muito. Dei de presente um massageador de cabeça. E todo mundo riu mais ainda, testando o aparato incansavelmente.

Dia 25 seguimos de ônibus até Camaguey. 6h de estrada. Já não tinha assunto com minha companheira de curso e de viagens. Mas não podia deixar de ouvir meu pensamento. Haja filosofia. Futuro, passado, presente. Era preciso encontrar um lugar para dormir. Não conhecíamos ninguém em Camaguey. Achamos uma casa no centro da cidade, bom preço, até ar condicionado (!) tinha.

Uma tarde foi suficiente para conhecer a cidade. Camaguey tem o maior parque urbano de Cuba, a rua mais estreita, leões, crocodilos e flamingos presos num zoológico e mulheres de bigode soltas na rua. Vimos uma que tinha a pele tão branca, os olhos tão azuis e o bigode tão preto e tão bem aparado que chega deu medo. Às 7h da noite já não havia mas nem um fantasma na rua. Chegamos conhecer e provar a cerveja produzida na cidade. Tínima, a pior do mundo. Deve ser por isso que ninguém vai até mais tarde.

Na falta do que fazer, fomos embora.

Próxima parada, Holguin, onde vive outra colega de curso. Para chegar lá, dois caminhões.

Na fila para entrar no caminhão ouvimos uma vendedora ambulante vendendo balas. A propaganda era “Caramelos, caramelos de fábrica, vamos! Fresa, menta y piña. Vamos! Caramelos de fábrica” E uma senhorinha que estava próximo comentou: “Fábrica. Fábrica só se for da casa dela.” Depois descobrimos que os caramelos de menta eram feitos de pasta de dente. Tem lógica. A pessoa estraga e escova os dentes ao mesmo tempo…

Nem sei quantas horas foram de caminhão chacoalhando. E as pessoas olhando para a gente sem entender porque duas estrangeiras estavam viajando assim. Eu mesma ainda não entendi bem o motivo. Mas com certeza não foi só para economizar dinheiro.

Em Holguin encontramos nossa amiga e também mais dois amigos, brasileiros, que já vinham voltando de Santiago. Nos divertimos. Holguin tem um monte para subir, tem pracinhas bonitas com o povo passeando até à noite e um bar chamado Beatles que só toca música caribenha da pior qualidade. Nos divertimos, nos perdemos, nos achamos e quando comentamos que queríamos ir a Guantánamo antes de chegar a Santiago, ouvimos os conselhos hiperbólicos dos cubanos amigos. Nos diziam: vocês vão fazer o que em Guantanamo, lá não tem nada, só poeira! As pessoas são más e miseráveis. Vocês vão ser assaltadas. Melhor irem até Bayamo. De lá vocês seguem até Santiago. Lá as pessoas são pobres mas compartilham tudo. Todos lhes oferecem comida. São bons e simpáticos… Mesmo com todos os descontos aos exageros, entre o céu e o inferno escolhemos Bayamo. Que nem me pareceu esse paraíso todo. Na verdade as províncias de Cuba são bem parecidas. Ruim e bom misturado em tudo.Como em qualquer lugar.

E finalmente chegamos em Santiago, depois de 4h e 20 de viagem no tren lechero. Assim chamado porque faz tantas paradas que é como se estivesse distribuindo leite nas casas.

A cidade estava toda decorada com bandeirinhas em homenagem aos 50 anos de Revolução, bandeiras de Cuba de todos os tamanhos e cartazes de todos os tipos com mensagens sobre o ano novo e celebrando o aniversário. Em uma das pracinhas encontramos outros companheiros da escola que tinham ido a Santiago esperando uma grande festa de Reveillon e também a prometida aparição histórica das autoridades.

Os outros turistas que enchiam as ruas eram quase todos brasileiros e argentinos.

Na manhã do dia 30 de dezembro tomamos mais uma vez o melhor café do mundo, que é o que Virgem, a amiga que nos hospeda, faz. Na verdade percebi que bom mesmo era o leite e essa descoberta a princípio me decepcionou um pouco. Para salvar o mito me arrisco a dizer que existe algo naquele café que combinado àquele leite, feito daquela maneira e acompanhado daquele pão com ovo faz com que a refeição talvez nem seja a melhor do mundo, mas com certeza deve ser a melhor do Caribe.

Dia 31 de dezembro saímos cedo para dar uma volta pelos lugares menos enfestados de turistas. Escutávamos os gritos dos porcos se despedindo do ano velho e da vida. O dia lindo, agradável, e aquela matança toda não se contradiziam. Um sanguinho que escorria na beira da calçada nem fedia e lembro que achei engraçado ver umas galinhas desocupadas com o maior ar de felicidade. Tudo tranqüilo e calmo como deve ser a véspera de um feriado.

Foi então que tivemos a grande idéia de visitar o cemitério. Claro. Ano passado ficamos em Santiago por uma semana e fizemos quase todos os passeios possíveis. Entre as poucas coisas que nos faltava conhecer estava a troca de guarda que acontece de hora em hora no cemitério. Fomos caminhando, eram umas 2 horas da tarde, eu acho. No caminho tínhamos que passar pelo terminal de trens. Muita gente aí. Agitação.Bici táxis, carroças, pessoas indo e vindo. De repente uma mulher com o filho no colo resolveu atravessar a rua sem olhar. E foi aí que eu testemunhei a história: todos começaram a gritar e ninguém desgrudou os olhos. Vinha uma carroça na mesma direção que não conseguiu frear a tempo e o peito do cavalo bateu nas costas da mulher. Ela caiu por cima do filho no asfalto, e o cavalo continuou passando. Eu fiquei aliviada quando vi que o bicho não pisoteou nem a mulher nem a criança. E no mesmo instante o alívio se transformou em terror quando vi a roda a ponto de passar exatamente por cima da cabeça do menino. Virei a cara e só consegui dizer a roda passou por cima da cabeça dele, vamos embora daqui, vamos embora. Minha única reação foi querer fugir. Me dei conta de que eu era inútil e mal conseguia lidar com o meu próprio desespero. Nos afastamos, vimos a pequena multidão se formando ao redor do acidente, mas eu não prestava atenção em nada. Enquanto isso Catarina me assegurava de que a roda tinha passado perto mas não por cima. O problema foi que eu não vi esse exato instante e completei a cena tragicamente na minha cabeça. Voltamos. Já não havia nem mãe, nem filho, nem carroça. Uma mulher que tinha visto tudo mais de perto chorava descontrolada. Perguntamos e nos disseram que a mesma carroça havia socorrido as vítimas e que o menino não tinha sofrido nada além da queda. A mãe tinha quebrado a perna. Sobreviveram. Que sorte de agradecer a tudo quanto é santo, Deus, religião ou reflexo dos homens e dos animais.

Passamos a tarde relembrando o choque, e, aliviadas com o desfecho feliz, à noite conseguimos comemorar o Reveillon. Não houve fogos de artifício. Levantaram uma bandeira de cuba gigantesca e todos brindaram. Os turistas brasileiros e argentinos começaram a gritar coisas políticas que terminaram em frases como Pentacampeão… e outras bobagens de futebol. Mas a festa não esquentou. A passagem do ano realmente não se comemora muito por aqui. Cada família janta seu porco, à meia noite um brinde e depois todos dormem. Dizem que a festa mesmo é dia primeiro. Mas como fiquei sabendo depois, nesse dia a comemoração também foi discreta. Fiquei sabendo depois porque passei a primeira tarde de 2009 dentro de um ônibus, regressando a San António de los Baños. Mesmo sem ter visto, fui testemunha da história. E ainda por cima, depois de mais 14 horas de estradas e filosofia barata percebi que o sentido mesmo da viagem tinha sido manter o movimento constante. Não importa a velocidade, o que importa é não ficar muito tempo parado. E foi assim que em 9 dias percorremos mais da metade dessa ilha.

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E assim como Hitchcock não é Raul Gil…

Dezembro 20, 2008 · 2 Comentários

Sem ganhar nada além de experiência – mas pelo menos passando duas semanas como se fossem 48 horas – produzimos dois programas de 25 minutos sobre o festival de cinema, mostrando quem não aparecia nas coberturas oficiais: os diretores menos conhecidos, os produtores independentes, os estudantes e o povão.

A primeira emissão foi no sábado, dia 6 de dezembro, às 11h da noite, no Canal Habana. Com reprise no domingo às 17h. O segundo programa foi ao ar dia 13, com reprise dia 14. Estreamos em horário nobre, com direito à censura e tudo.

O programa tinha uma boa abertura e vinhetas engraçadas. Mas o conteúdo em si ficou um pouco choco. Isso porque realmente não temos muita prática de tv aqui. Saímos fazendo as coisas na intuição e sem muito planejamento. O resultado foi um programa muito bem aceito aqui na ilha, em comparação aos power points que os canais cubanos costumam exibir… Mas que não é nada de extraordinário se comparado à tv (leia-se MTV) que conhecemos. O bloco que mais agradou ao público, sim, tivemos resposta do público! Foi o Vox Populi. Os cubanos adoraram ver-se opinando sobre os filmes, sobre o festival e às vezes respondendo absurdos às perguntas também absurdas que fazíamos. Aproveitando o título de um dos filmes (La mujer sin cabeza) perguntamos às pessoas na saída do cinema: “quem é a mulher sem cabeça?” Ao que nos responderam: não sei, é a protagonista, ou então, a mulher sem cabeça é a diretora. A mulher sem cabeça é Cuba.

As duas últimas respostas obviamente não foram ao ar… E que venham as férias pelo amor de Fidel.

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A foto que faltou

Dezembro 20, 2008 · Deixe um comentário

Festa da embaixada do Brasil no Hotel Nacional, ciudad de La Habana, Cuba. Homenagem aos brasileiros que participaram do 30 Festival Internacional del nuevo cine latinoamericano. Os convidados eram obviamente as personalidades homenageadas, as autoridades, os amigos das autoridades e nós, os pé-rapados estudantes brasileiros da EICTV, que parece que nunca viram coquetel na vida. Foi então que entre os poucos atores globais presentes surgiu o boato: você viu que Hebe Camargo está aqui? E eu, que não estava bêbada nem nada, só tinha tomado uma Cuba Libre, saí pelo salão em busca dela. Cadê ? Ora bolas, Hebe é como Bozo, sei lá… como Sílvio Santos… A pessoa tem que ver se é peruca ou é de verdade. E eu não vi, claro. Ela não estava lá. Terminei comendo uns salgadinhos quase iguais às frituras que nos dão aqui no refeitório da escuela e fui-me embora para outra festa.


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A grande utilidade das coisas inúteis

Setembro 23, 2008 · 1 Comentário

Quinta feira passada, (18-09), fiquei pensando 26, 26, 26. Fui ao banheiro 26, 26, 26. No corredor, felicidades! 26, 26, 26. Pensamento: quase 30…. 26, 26, 6, 6,6, 2, 2, 2… 62. E me lembrei do meu pai, que tem 62. Me senti mais perto dele e feliz. Temos idades parecidas agora. Pelo menos até outubro, quando ele completa mais um ano.

Mas o que importa é que por isso e por outras coisas eu gosto muito mais de ter 26 anos do que ter 25. E seguindo com as coincidências reparei que todos os meus números têm 6 e 2 e às vezes 6, 2 e 8, que é igual aos dois primeiros somados. Outras vezes apenas 8 e 2, que são 6 se os subtraìmos. Sò não tenho esses números nas senhas, que é para não deixar pista fácil e proteger o patrimônio. E tudo isso não significa nada, apenas que eu não sou capaz de interpretar numerologia ou coincidências.

Mas que eu sou parecida com meu pai não é uma coincidência. É uma grande qualidade, assim como ser filha da minha mãe e irmã dos meus irmãos.

No mesmo dia 18 o Chile comemorou a sua independência outra vez e embora eu também não saiba nada sobre essa história não deixa de ser mais uma coincidência alegre e interessante.

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Sobre a covardia do editor

Setembro 23, 2008 · Deixe um comentário

O editor está isolado. Está distante do processo. Não viveu o calor do momento da filmagem. Tem a frieza (leia-se ar condicionado) necessária para cortar as imagens que não servem. Sem pena. Assistiu infinitas vezes horas e horas de takes e re-takes. Conhece todo o material. Montou e desmontou seqüências. Fez vários finais. Memorizou a narração, as falas. Está exausto. Vai lembrar de partes daquele trabalho pelo resto da vida. Aí você assite “O sangue das bestas” e pensa: como alguém foi capaz de editar esse filme? Eu acho que não conseguiria. Mas é como se um médico deixasse de operar por falta de coragem. E às vezes um documentário é mais ficção do que a própria ficção. A realidade vem filtrada, sem cheiro. E trabalho é trabalho. Se existe um bom motivo, por que não fazê-lo? A covardia é que nunca vai ser uma boa desculpa.

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