Em Cuba como os cubanos

A foto que faltou

Dezembro 20, 2008 · Deixe um comentário

Festa da embaixada do Brasil no Hotel Nacional, ciudad de La Habana, Cuba. Homenagem aos brasileiros que participaram do 30 Festival Internacional del nuevo cine latinoamericano. Os convidados eram obviamente as personalidades homenageadas, as autoridades, os amigos das autoridades e nós, os pé-rapados estudantes brasileiros da EICTV, que parece que nunca viram coquetel na vida. Foi então que entre os poucos atores globais presentes surgiu o boato: você viu que Hebe Camargo está aqui? E eu, que não estava bêbada nem nada, só tinha tomado uma Cuba Libre, saí pelo salão em busca dela. Cadê ? Ora bolas, Hebe é como Bozo, sei lá… como Sílvio Santos… A pessoa tem que ver se é peruca ou é de verdade. E eu não vi, claro. Ela não estava lá. Terminei comendo uns salgadinhos quase iguais às frituras que nos dão aqui no refeitório da escuela e fui-me embora para outra festa.


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A grande utilidade das coisas inúteis

Setembro 23, 2008 · 1 Comentário

Quinta feira passada, (18-09), fiquei pensando 26, 26, 26. Fui ao banheiro 26, 26, 26. No corredor, felicidades! 26, 26, 26. Pensamento: quase 30…. 26, 26, 6, 6,6, 2, 2, 2… 62. E me lembrei do meu pai, que tem 62. Me senti mais perto dele e feliz. Temos idades parecidas agora. Pelo menos até outubro, quando ele completa mais um ano.

Mas o que importa é que por isso e por outras coisas eu gosto muito mais de ter 26 anos do que ter 25. E seguindo com as coincidências reparei que todos os meus números têm 6 e 2 e às vezes 6, 2 e 8, que é igual aos dois primeiros somados. Outras vezes apenas 8 e 2, que são 6 se os subtraìmos. Sò não tenho esses números nas senhas, que é para não deixar pista fácil e proteger o patrimônio. E tudo isso não significa nada, apenas que eu não sou capaz de interpretar numerologia ou coincidências.

Mas que eu sou parecida com meu pai não é uma coincidência. É uma grande qualidade, assim como ser filha da minha mãe e irmã dos meus irmãos.

No mesmo dia 18 o Chile comemorou a sua independência outra vez e embora eu também não saiba nada sobre essa história não deixa de ser mais uma coincidência alegre e interessante.

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Sobre a covardia do editor

Setembro 23, 2008 · Deixe um comentário

O editor está isolado. Está distante do processo. Não viveu o calor do momento da filmagem. Tem a frieza (leia-se ar condicionado) necessária para cortar as imagens que não servem. Sem pena. Assistiu infinitas vezes horas e horas de takes e re-takes. Conhece todo o material. Montou e desmontou seqüências. Fez vários finais. Memorizou a narração, as falas. Está exausto. Vai lembrar de partes daquele trabalho pelo resto da vida. Aí você assite “O sangue das bestas” e pensa: como alguém foi capaz de editar esse filme? Eu acho que não conseguiria. Mas é como se um médico deixasse de operar por falta de coragem. E às vezes um documentário é mais ficção do que a própria ficção. A realidade vem filtrada, sem cheiro. E trabalho é trabalho. Se existe um bom motivo, por que não fazê-lo? A covardia é que nunca vai ser uma boa desculpa.

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Nada mudou mas está tudo diferente

Setembro 23, 2008 · Deixe um comentário

Não vou descrever como foram as férias. Estou mais para fazer redação de quinta categoria do que de quinta série. Mas o storyline é: comecei num show de Deise Tigrona em Kopenhagen e terminei na UFRN tomando a vacina da Rubéola. A falta de palavras para descrever os acontecimentos que estão entre esses dois fatos já basta para transmitir a sensação de como foi bom. Mas, como não há bem que nunca se acabe, nem mal que sempre dure, voltei à Cuba. E a ilha nesses dois meses da minha ausência não parece ter mudado muito. O mesmo calor úmido, a mesma recepção dos cães farejadores, a mesma simpatia ao meu passaporte brasileiro… Os mesmos comentários sobre novelas. E uma estranha sensação de estar chegando em casa…..

Foi então que o taxista me informou que a ilha esperava pela passagem do furacão Gustav. Furacão? Só conseguia pensar em chegar na escola e subir 3 andares com 60 quilos de bagagem. Muito inconveniente a tentação de trazer o Carrefour na mala. Cheguei, revi os funcionários, vi poucos estudantes novatos, a escola do mesmo jeito de sempre, só que vazia, com um ar de cidade-fantasma…. e o furacão chegando… Me instalei, faltando água, claro! E dormi umas boas 10 horas.

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2 furacões passados depois que comecei a escrever este texto, continuo achando que nada mudou mas está tudo diferente. O período de férias não foi tão longo para permitir que os lugares, o povo ou a escola mudassem tanto… Nem Gustav, nem Ike… Cuba está preparada para os furacões. No dia seguinte já tudo se reconstrói com uma disciplina impressionante. Mas está tudo diferente. Talvez a minha visão, meu peso, minha idade… alguma coisa mudou nesse segundo ano de EICTV; e para melhor.

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Ike llega maÑana

Setembro 7, 2008 · Deixe um comentário

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Manifesto em defesa de la mala pelicula

Maio 14, 2008 · 4 Comentários

Saio em defesa dos estudantes, dos amadores, dos videastas, vídeo-makers, vídeo-loucos, dos artistas, dos sonhadores, de mim mesma e digo: 90% de todos os filmes do mundo são ruins.
Espero com isso tirar um peso dos ombros de todos os que pensam mil vezes antes de disparar com suas câmeras com medo de fazer besteira. A gente tem mais é que fazer filme ruim mesmo. É igual à história do fotógrafo que publica um livro de fotos premiadas, mas que para chegar àquelas 100 maravilhosas imagens teve que registrar 1000 ou 2000.
Durante anos. A prática faz o gênio. Talvez né, porque tem gente que não aprende…. Mas o negócio é trabalhar, trabalhar todos os dias. E editar. Porque também gravar horas e horas e deixar as fitas mofando não vale.
Acabamos de passar um mês completo filmando curtas em super 16mm. Eu estava num grupo de 11 pessoas. Ou seja, 11 produções. Uma guerra literalmente. Cada um de nós passou por todas as funções: direção, assistência de direção, produção, assistência de produção, som direto, microfone, assistência geral, script-edição, refletorista, fotógrafo e
assistência de câmera. Filmar em película de verdade é mais bonito, mais emocionante, mais caro e nada prático. Carregamos peso, montamos equipamentos, comemos mal, acordamos cedo, dormimos tarde, trabalhamos sob o sol de matar. Sofremos muito. E faríamos tudo de novo, simplesmente pelo fato de que fazer cinema é muito melhor do que
ir ao cinema. Pensando bem, se todos pudessem fazer filmes o cinema deixaria de existir, porque não haveria mais público, só equipe técnica. Quando o cinema vira profissão, assistir filmes perde a graça. Mas o set, a locação, o planejamento, o suor, o trabalho pesado, isso sim é apaixonante e viciante. E a pós-produção nem se fala. È aí que os milagres acontecem.
Voltando ao tema do manifesto, as malas películas, em junho vamos ver o resultado desse mês de prática. Certamente o nervosismo e a inexperiência vão estar na tela. E dos 40 trabalhos de toda a turma poucos serão bons realmente. Mas isso pouco importa, o que vale é aprender e guardar bem as lembranças dos nossos queridos filmes ruins. Eu por enquanto estou tranquila. Decidi seguir uma filosofia muito simples. O meu melhor filme vai ser sempre o próximo.

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Pré-escola movies presents

Março 9, 2008 · 3 Comentários

Estimulados pelo senhor Richard Kerr experimentamos pegar o trailer do filme a máscara do zorro, meter detergente na película, tirar a emulsão, colar de volta, jogar tinta e fazer mais um monte de loucuras. Depois resolvi misturar com Mutantes e Scorsese e saíram essas duas co-produções. Tenho idéias para mais alguns vídeos.Vamos fazendo e vendo que bicho vai dando. Até a brincadeira encher o saco.

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Paimãefilhofilha, ou a ironia é uma grande figura

Março 2, 2008 · 3 Comentários

Estamos pensando em ir te visitar. Me disseram pelo telefone. Eu falei sem pensar duas vezes: Pois venham que eu estou esperando. Depois dessa resposta eles se sentiram (eu acho) um pouco obrigados a vir; e eu tinha acabado de dar um xeque-mate telefônico por acaso. Esperei a chegada dos dois com toda emoção, expectativa e ansiedade, marinheira de primeira viagem que era. Algumas semanas mais tarde os recebi no aeroporto, filmadora em punho, para registrar o parto.Senti como se tivesse parido um casal de filhos que, como Macunaíma, vieram ao mundo adultos. Dizem que filho é a melhor coisa do mundo. Mas agora eu tenho certeza de que na verdade a melhor coisa do mundo é pai e mãe. Os dois já estão prontos, sabem andar, falar, ir ao banheiro sozinhos, atravessar a rua, você não precisa ensinar nada, só tem que aproveitar para mimar e ser mimado. Quis saber o tempo todo se tinham frio, calor, fome ou sede, se estavam cansados, o que queriam fazer, se queriam tirar fotos, para onde queriam ir… andava na frente e olhava para trás para ter certeza de que os dois me seguiam. Eu, como guia em uma cidade que nem bem conheço ainda, faltando as aulas de direção de atores para dirigir meus pais para lá e para cá. E como nos divertimos, conversamos, caminhamos, nos aventuramos, falamos portunhol… Dias intensos, de fazer muita coisa e deixar muita  coisa por fazer também.Mas foi muito muito bom. Descobri que o sentido da vida de um filho pode estar nos pais. E vice-versa. Acho que estou virando gente. O melhor, e aí é que entra a ironia, foi tomar café da manhã todo mundo junto, como se estivéssemos em casa, mesmo que em casa a gente quase não se encontrasse de manhã. Parece que o que valoriza os momentos que passamos juntos são justamente os momentos em que estamos separados. E para voltar é preciso ir. Só sei que eu não tomo mais café da manhã aqui.

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Conga la conga … conga conga conga – gretchen não tem nada a ver com isso

Janeiro 5, 2008 · 4 Comentários

subindo na vida 

Compramos as passagens para ir a Santiago de Cuba com quase um mês de antecedência. Eu e minha companheira de cela, digo, sala, Catarina. Todos diziam: viajar por Cuba é uma aventura, é complicado; e emendavam conselhos para ter cuidado, não colocar o dinheiro no bolso de trás da mochila, impressionados porque nós duas íamos sozinhas. Que nada, elas são “Thelma e Louise” brasileiras, alguém comentou. He he he, eu sou Thelma! Falei logo. Quem quiser saber o porquê que veja o filme. E então fomos para nossa aventura. Com passagem só de ida, porque a volta ou seria de carona ou seria parando em outras cidades, quer dizer, na verdade a gente ainda não sabia se ia querer voltar…

Na ida foram 16 horas pela estrada. Ônibus novo, ar condicionado, dvd com músicas mexicanas insuportáveis, paradas de hora em hora. Conforto incômodo. E eu não estou reclamando. A paisagem se parece muito com a nordestina. Era como se estivesse indo de Natal a Salvador. Mais ou menos às 11h30 da noite, finalmente chegamos. Virgem, a dona da casa em que ficamos, nos recebeu muitíssimo bem. Conhecemos seu filho, sua sobrinha e seu marido, Jesus, e isso não é uma das minhas piadas de mau gosto.

Daí em diante foram dias de subir e descer ladeiras, visitar museus, conhecer os santiagueiros e seus santos, tirar muitas fotos e ir aos parques e praças à noite. Santiago tem uma parte histórica que é parecida com Olinda, uma parte mais cidade grande que parece La Habana e um calor desgraçado igual ao de Mossoró. Por vezes encontramos outros colegas da escola que foram mais corajosos e fizeram a viagem de trem, passando 24 horas e muitos aperreios para chegar.

Nesses dias também andamos muito de caminhão e ônibus super lotados, o que se justifica pelo preço da passagem, 20 centavos o ônibus e 1 peso o caminhão. Num desses eu fui com as pernas balançando para o lado de fora, não cabia nem mais um cabelo de sapo de tanta gente.

A base da dieta por aqui, não sei se já comentei, é carne de porco. Presenciamos o trato de um cadáver suíno no dia 31, que ia ser devorado à noite, e isso foi suficiente para me fazer comer salada e arroz na ceia. Durante o dia, passando pelas ruas, já tínhamos visto outro leitão morto atravessando a fumaça dos carros ao cruzar a avenida, carregado por seus futuros degustadores… Melhor tomar sorvete para passar o calor. E Pru para matar a sede. Pru é uma bebida fermentada, típica de Santiago, feita com hervas e raízes, que parece um refrigerante de siriguela…

Foi então, antes ou depois de 2008, que eu não me lembro bem agora, que fomos atrás de uma Conga. A conga é um blocão de gente seguindo uma bandinha no meio da rua. Carnaval, mais uma vez tipo Olinda. Som de tambores e cornetas chinesas…. Quase-quase uma coisa parecida com frevo… Nos divertimos mas não tive coragem de tirar fotos dessa vez… Vimos duas mulheres brigando na multidão com a polícia assistindo e seguimos.

Os melhores programas da viagem foram, nessa ordem, a visita ao Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, a visita ao Castelo do Morro e à subida a la Gran Piedra.

A Virgem do Cobre é a padroeira de Santiago. Enfrentamos um caminhão super lotado (aquele em que eu fui com as pernas para fora) na ida, e um ônibus mais super lotado ainda na volta. Valeu a pena. No alto da Igreja vimos oferendas, gente pagando promessa, gente na missa, e gente como nós, turistas.

No outro dia fomos ao Castelo do Morro, um forte-prisão que está acima da praia Estrella. Fizemos uma pequena trilha subindo pela mata. Lá em cima canhões, exposições, mais turistas e vistas maravilhosas do mar e da cidade ao longe, com direito à Sierra Maestra e tudo.

Passou o ano. Primeiro de Janeiro: la Gran Piedra. No topo dizem que dá para ver as luzes da Jamaica durante a noite. Colocamos uma garrafa de um litro e meio de água, um pacote de biscoito e uma barra de amendoim na mochila e fomos. 15 km de subida, uma estrada cheia de curvas e ladeiras super inclinadas, sol rachando. Começamos a caminhar às 9h da manhã. Pegamos carona num caminhão por uns cinco minutos e o resto a pé. 5 horas depois estávamos mais perto das nuvens. No final do caminho, a Gran Piedra. Para subi-la mais uma escadaria de 425 degraus e uma altura de 1234 metros. Isso depois de almoçar o biscoito com um refrigerante de limão. Fotos da paisagem e do marzão no horizonte e de novo os 15km de caminhada, agora montanha abaixo. 3h e sem carona de caminhão. Quando chegamos na parada de ônibus já estava começando a escurecer, 5h30 da tarde. Ainda achamos lugar para ir sentadas. A loucura valeu a pena e bolhas nos dedos dos pés.

Depois dessa, dinheiro acabando, voltamos. De ônibus, como na ida, depois de muita espera para conseguir comprar a passagem. Viajar por Cuba realmente é uma aventura, realmente é complicado, não é fácil… Mas também não é difícil. O interessante é que depois a gente só lembra das partes boas. E dá vontade de fazer tudo de novo.

** foram oitos dias de viagem, às vezes a sensação é que foi um mês, às vezes que foram 3 dias… Não tenho a menor preocupação em precisar os momentos. Falta contar muita coisa, mas acho que o principal está aí.

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Abajo el popcorn, arriba las palomitas de maiz!

Dezembro 18, 2007 · 2 Comentários

invitacion.jpgEnquanto as filas quilométricas davam a volta no quarteirão, cheias de pessoas ansiosas para ver qualquer filme do vigésimo nono festival do novo cine latino americano, a gente, só no cara-crachá, passava na frente de todo mundo. Estudantes acreditados, ou seja, credenciados. Nessas últimas 2 semanas caminhamos e conhecemos melhor a capital cubana, pegamos ônibus lotado, comemos porcarias na rua, usamos o banheiro do Hotel Nacional e logicamente vimos os mais variados filmes latinos e do resto do mundo também. Curtas, longas, documentários, animações… Dormimos em algumas salas, em outras o público não nos deixou descansar, rindo nas horas mais impróprias e fazendo comentários sobre o que viam, às vezes até lendo as legendas em voz alta. Sem falar nos apressadinhos que resolviam sair antes do fim do filme, ou dos atrasadinhos que procuravam um lugar para sentar atrapalhando a nossa visão. E haja encolher as pernas para o povo passar se espremendo. Paciência, Festival é assim mesmo. Se bem que eu não tenho muita base de comparação, mas…. Mas cinema aqui, assim como os sorvetes da Copélia, são mania nacional. Então paciência.

É por isso que as salas de La Habana são uns teatrões imensos. Cinemas antigos e de nomes sugestivos como Chaplin, Riviera, La Rampa, Yara… O único que tem várias salinhas foi pejorativamente apelidado de cinemarquito. É o cine Infanta, que é igualzinho ao cinema do Praia Shopping, só que sem um shopping em volta.

Ironicamente, ou não, o cinema mais luxuoso, localizado no bairro nobre (!) da cidade, é o do Teatro Karl Marx. Foi aí que aconteceu a abertura do Festival com direito a show de Fito Paez.

Bem que podia ter sido show de Tom Zé… Mas aí já seria pedir demais.

Apesar do cansaço, do sono, das multidões nervosas, da chuva e das pizzas oleosas, valeu a pena. E deu para cair a ficha de que a América Latina produz muita coisa boa e que afinal de contas o cinema é muito mais do que pipoca-cola e hollywood. Nunca é tarde para redescobrir a roda. 
 

Nanoensaios dos filmes que vi no Festival – pílulas de opinião irresponsável 

Redacted – Brian de Palma a la Michael Moore

Luz silenciosa – Dormir no cinema é bom. Ficar acordado também.

A casa de Alice – a casa da mãe de Alice.

Baixio das bestas – Amarelo Manga 2, agora com Maracatu.

Deserto feliz – mais uma sobre as raparigas de Recife, tá na hora de filmar as kengas de Natal pra dar uma variada…. Bora Bucaaaa

A alma do osso – salve salve os velhinhos doidos do Brasil.

Cartola – Um documentário sobre cuícas que latem.

Santiago – para aprender como se faz.

Vênus – 2 velhinhos tarados e uma inglesa querendo ser modelo. Mulher, melhore.

Déficit – Gael Garcia Bernal brincando de dirigir e atuar. Saí antes do fim.

El baño del Papa – Religião, contrabando e serviços higiênicos. Pois é, não foi o Papa que tomou banho.

La boda de Tuya – Adivinha quem casou?

4 meses, 3 semanas e 2 dias – Menos é mais.

Cobrador: in God we trust – Tá bom… De melhorar.

Hacer Pátria -  Aburrido, menos para os argentinos.

Fados – não enfadam.

Invisibles – Super nítidos.

Red Road – O mundo é um Big Brother.

Cuentos de Cocina – Há vida masculina na cozinha.

Via Láctea – e eis que a montagem salvou o dia.

Al otro lado – Girl Power

Postales de Leningrado – filme de uma ex aluna da EICTV. E muito bom!

Tempos de amor, juventude e liberdade – e eis que o fotógrafo dirigiu o diretor…

XXY – os hermafroditas também amam

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